terça-feira, 8 de maio de 2012

ANDAR.ilha


Caminhos...trajetórias...olhares...palavras suspensas:Memórias


Um corpo que desenha no espaço andares vividos se desapegando de hábitos comuns.
Entre flores e pedras o percusso é seguido,um corpo que experimenta , corporeidades se reconfiguram na paisagem cotidiana.
Uma DANÇA que delimita,dilata,contorna,externaliza espaços/estados gerados de vivências diárias,estrutura e obra diretamente conectada com a vida.



Este processo surge com impressões sobre a residência``OUTRAS DANÇAS:Brasil,Chile e Colômbia``,com o José Luis Vidal.Em um clima de doação ,impressões que são construídas,compartilhadas e sentidas.As manhãs são seguidas de práticas corporais ,o contato com o outro e o pensamento de um corpo integrado com o eixo da nossa sustensão e verticalidade.Notações coregráficas para traçar ,poetizar,politizar e construir OUTRAS DANÇAS.No teatro Boca Rica aqui em Fortaleza congregamos um mesmo sentimento...o que se pode,o que não se pode,o que é possível,trabalhamos com as in-variáveis,com o abraço a cada troca...como traçamos nossos sentimentos...

Processos Criativos em MOVIMENTO...

COLAPSO.

A intervenção Urbana COLAPSO traz em sua pesquisa de corpo uma investigação sobre: memórias, comportamentos femininos observados no cotidiano na cidade do Salvador, juntamente com as inquietações que a pesquisadora e performer Ariana Andrade observava nos corpos urbanos das mulheres que nessa cidade habitam.
Induzidas pelas sedutoras ofertas que a mídia oferece as mulheres se tornam vítimas da ditadura da vaidade, problemáticas da psique feminina vão surgindo. A performance expressa isso através da arte do corpo, da imagem e do vídeoarte.  A projeção é a extensão dos corpos que constroem diálogos e reflexões, junto ao turbilhão de acontecimentos que circundam a mulher no tempo atual, diversas, múltiplas, híbridas, marionetes do sistema consumista, mulheres guerreiras, rendeiras, rezadeiras, mulheres que amam, preservam, e outras que destroem e dispersam.
COLAPSO surge num contexto diverso, às ruas da cidade serviram de laboratório de corpo e coreografia, análises de comportamentos femininos transgressores, histéricos, exagerados, silenciosos e notáveis ganharam novas significações no corpo da performer, reconfigurando o ambiente levando ao público transeunte a questionamentos.
O primeiro laboratório ocorreu na praia de Canta Galo e na Estação de trem da Calçada na cidade do Salvador. Com um figurino marcante a intérprete usa um singelo vestido de noiva da década de 80, segura uma sapatilha aveludada vermelho propondo relações com a força vital deste ser VIDA x MORTE,caminhos percorridos,influências que surgem no decorrer de um dia comum, olhares perplexos e de estranhamento sobre aquele corpo, emerge um COLAPSAR nas mentes que transitam entre uma dança experimental, construída pelo sujeito a partir da problematização de temas relacionados à mulher (padrão corporal, fragilidade, sexualidade) e da pesquisa de corpo, contextualizada em ações múltiplas permeando a realidade e a fantasia. Incitando uma reflexão no que está sendo construída num meio sem muitas possibilidades de acesso a cultura, arte, educação e dignidade, comportamentos gritantes silenciam presentes em qualquer rua de uma cidade urbana ou em um universo amplo de indagações.
A Intervenção Urbana COLAPSO que tem como intérprete-criadora Ariana Andrade,
conta com a edição e programação cenográfica de Andréia Oliveira e Márcio Slam nas Projeções e imagens.
COLAPSO se aproxima do conceito de Dança Experimental, utilizando em seus processos diferentes vertentes da produção artística e nessa montagem relaciona o universo de signos femininos, estereótipos atualmente explorados pela mídia e tantos outros assuntos que serão tema para outra intervenção.