segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Es-quina
ES QUINA
A dobra do espaço - a quina. Três pessoas que ocupam e exploram esquinas possíveis de um espaço... o que encosta, espera, apoia ou derruba na textura da esquina... o outro lado... a esquina como espaço e metáfora de dobras de caminhos que encaminham pessoas em lugares estreitos, de perto... próprio, particular ou público. Três corpos na esquina...
FICHA TÉCNICA:
Direção: Líria Morays
Intérpretação/criação: Ariana Andrade, Berg Kardy e Rosangela Santos
Música: Pangéia Instrumentos e Meredith Monk
Duração: 10min.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Processo surgindo da Escuta de um dia que passa...
3 palavras que ficam:
seguir________moBiliDade............................................................momento PRESENTE.
Em um lugar que trânsito,pauso,escuto,olho quem passa e escuto o som do silêncio.Assim esta obra artística vai surgindo,com a percepção de um universo ao redor,movido por inquietações de um tempo presente desorganizado,desordenado,tumultuado e de solidão em meio há tanta gente.
Pensando que uma andorinha só não faz verão...
Funcionar como raízes ,nos ligar,juntar,perceber os corpos que se atravessam construindo um novo percusso a seguir.
E vou compondo a trajetória...
Referências:
O dia a dia ,
Laurence Louppe, a poética da Dança Contemporânea,
A mata que me acompanha
e o som de minha escaleta.
Ariana Andrade.
*Estas são as primeiras impressões de uma obra artística que vem sendo gerada no Módulo de Processos Criativos IV do curso de Dança da Universidade Federal da Bahia,sendo ministrada pelos professoros David Iantinelli e Daniela Amoroso.
seguir________moBiliDade............................................................momento PRESENTE.
Em um lugar que trânsito,pauso,escuto,olho quem passa e escuto o som do silêncio.Assim esta obra artística vai surgindo,com a percepção de um universo ao redor,movido por inquietações de um tempo presente desorganizado,desordenado,tumultuado e de solidão em meio há tanta gente.
Pensando que uma andorinha só não faz verão...
Funcionar como raízes ,nos ligar,juntar,perceber os corpos que se atravessam construindo um novo percusso a seguir.
E vou compondo a trajetória...
Referências:
O dia a dia ,
Laurence Louppe, a poética da Dança Contemporânea,
A mata que me acompanha
e o som de minha escaleta.
Ariana Andrade.
*Estas são as primeiras impressões de uma obra artística que vem sendo gerada no Módulo de Processos Criativos IV do curso de Dança da Universidade Federal da Bahia,sendo ministrada pelos professoros David Iantinelli e Daniela Amoroso.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
ANDAR.ilha
Caminhos...trajetórias...olhares...palavras suspensas:Memórias
Um corpo que desenha no espaço andares vividos se desapegando de hábitos comuns.
Entre flores e pedras o percusso é seguido,um corpo que experimenta , corporeidades se reconfiguram na paisagem cotidiana.
Uma DANÇA que delimita,dilata,contorna,externaliza espaços/estados gerados de vivências diárias,estrutura e obra diretamente conectada com a vida.
Caminhos...trajetórias...olhares...palavras suspensas:Memórias
Um corpo que desenha no espaço andares vividos se desapegando de hábitos comuns.
Entre flores e pedras o percusso é seguido,um corpo que experimenta , corporeidades se reconfiguram na paisagem cotidiana.
Uma DANÇA que delimita,dilata,contorna,externaliza espaços/estados gerados de vivências diárias,estrutura e obra diretamente conectada com a vida.
Este processo surge com impressões sobre a residência``OUTRAS DANÇAS:Brasil,Chile e Colômbia``,com o José Luis Vidal.Em um clima de doação ,impressões que são construídas,compartilhadas e sentidas.As manhãs são seguidas de práticas corporais ,o contato com o outro e o pensamento de um corpo integrado com o eixo da nossa sustensão e verticalidade.Notações coregráficas para traçar ,poetizar,politizar e construir OUTRAS DANÇAS.No teatro Boca Rica aqui em Fortaleza congregamos um mesmo sentimento...o que se pode,o que não se pode,o que é possível,trabalhamos com as in-variáveis,com o abraço a cada troca...como traçamos nossos sentimentos...
Processos Criativos em MOVIMENTO...
COLAPSO.
A intervenção
Urbana COLAPSO traz em sua pesquisa de corpo uma investigação sobre:
memórias, comportamentos femininos observados no cotidiano na cidade do
Salvador, juntamente com as inquietações que a pesquisadora e performer Ariana
Andrade observava nos corpos urbanos das mulheres que nessa cidade habitam.
Induzidas pelas
sedutoras ofertas que a mídia oferece as mulheres se tornam vítimas da ditadura
da vaidade, problemáticas da psique feminina vão surgindo. A performance
expressa isso através da arte do corpo, da imagem e do vídeoarte. A projeção é a extensão dos corpos que constroem
diálogos e reflexões, junto ao turbilhão de acontecimentos que circundam a
mulher no tempo atual, diversas, múltiplas, híbridas, marionetes do sistema
consumista, mulheres guerreiras, rendeiras, rezadeiras, mulheres que amam,
preservam, e outras que destroem e dispersam.
COLAPSO surge num contexto diverso, às ruas
da cidade serviram de laboratório de corpo e coreografia, análises de
comportamentos femininos transgressores, histéricos, exagerados, silenciosos e
notáveis ganharam novas significações no corpo da performer, reconfigurando o
ambiente levando ao público transeunte a questionamentos.
O primeiro
laboratório ocorreu na praia de Canta Galo e na Estação de trem da Calçada na
cidade do Salvador. Com um figurino marcante a intérprete usa um singelo
vestido de noiva da década de 80, segura uma sapatilha aveludada vermelho propondo
relações com a força vital deste ser VIDA x MORTE,caminhos
percorridos,influências que surgem no decorrer de um dia comum, olhares
perplexos e de estranhamento sobre aquele corpo, emerge um COLAPSAR nas
mentes que transitam entre uma dança experimental, construída pelo sujeito a
partir da problematização de temas relacionados à mulher (padrão corporal,
fragilidade, sexualidade) e da pesquisa de corpo, contextualizada em ações
múltiplas permeando a realidade e a fantasia. Incitando uma reflexão no que
está sendo construída num meio sem muitas possibilidades de acesso a cultura,
arte, educação e dignidade, comportamentos gritantes silenciam presentes em
qualquer rua de uma cidade urbana ou em um universo amplo de indagações.
A Intervenção
Urbana COLAPSO que tem como intérprete-criadora Ariana Andrade,
conta com a
edição e programação cenográfica de Andréia Oliveira e Márcio Slam nas
Projeções e imagens.
COLAPSO se aproxima do conceito de Dança
Experimental, utilizando em seus processos diferentes vertentes da produção
artística e nessa montagem relaciona o universo de signos femininos,
estereótipos atualmente explorados pela mídia e tantos outros assuntos que
serão tema para outra intervenção.
domingo, 15 de abril de 2012
´´Essa Tempestade``.
Na tarde do último sábado, 14 de abril de 2012,fui assistir mais um trabalho do BTCA(Balé do Teatro Castro Alves),um ensaio aberto.Trabalho que várias pessoas já comentavam por ser diferente de trabalhos apresentados por este balé.Pensei que ia ser mais uma de suas criações com muito virtuosismo no palco e uma bela técnica para ser apreciada,mas me surpreendi pelo o que vi e uma tempestade de pensamentos se cruzavam ao meu olhar a obra e a minha essência de povo brasileiro.
Criada pelo coreógrafo cearense Cláudio Bernado e inspirada na peça ``A Tempestade ´´,de Willian Shakespeare(1564-1616),´´Essa Tempestade``,dançada pelo BTCA,remete ao publico a nossa história de descoberta e colonização.Por mais que sejamos leigo algumas associações poderiam ser feitas como os cânticos indígenas e africanos,o estranhamento ao ver algo ,a passagem de um tempo.
Diferente da obra original de (1611),que conta a história de um homem que vive exilado numa ilha e,com ajuda de seus livros mágicos ,naufraga uma embarcação invocando um grande tormento.Esse naufrágio conduzirá a uma transformação humana e libertária.Fazendo um paralelo dessas duas obras, poderíamos dizer que ``Essa Tempestade``,é uma especie de fabula da descoberta e colonização do Brasil ,pois sua narrativa traz personagens , composições o jeito de se mover que nos remetem a animais ,apresentando característica humanas e um jeito inconstante de abordar este processo de colonizar.
No cenário um grande quadrado de areia,com bacias ,tecidos brancos e baldes.Iniciando a cena uma mulher com traje executivo,chama os indivíduos com macacões de operários para a conferencia da tal mercadoria,um carimbo e a aprovação para começar a tempestade da colonização,alienação e des-organização do povo brasileiro.
Diversidade de ações e sensações ,pessoas correndo como loucos,ela caminha lentamente com um fardo sobre sua cabeça,outros giram,param,tentam aprisionar o outro sobre o pano branco e a fina tempestade de areia cai sobre eles nos transportando para um lugar farto de imaginação.Entre uma cena e outra um enorme tecido passa sobre eles e outro tempo se reconfigura.Rituais ,apresentações ,um bailado irregular ,forma de se apresentar o corpo e figurino misturando o nu,com vestimentas cotidianas criando uma estética barroca em sua composição.
Ao assistir ``Essa Tempestade´´,uma sensação de satisfação e tristeza me contaminava pelo que via e reverberava em sentimentos.A essência que deixou o rastro,os cânticos indígenas,africanos ,a música erudita o reconhecimento de um povo,misturada com a confusão da colonização.Em uma mistura embriagadora de prazer e dor fomos nos acostumando a viver e ser povo brasileiro.
Uma surpreendente performance dramática que une a dança contemporânea a um trabalho vocal,com coro vozes e som onde o virtuosismo se dá nas influências bauchianas dessa nova fase do BTCA.
Por Ariana Andrade.
Foto:Isabel Gouvea.
domingo, 4 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
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